SALA DE TV


Sexta-feira , 26 de Junho


Nova revista feminina

 

Olá! Depois de um longo inverno bloguístico, eis-me de volta — e com boas notícias. Aí está a capa da revista MYCLOSET, um projeto pessoal que coloquei em prática agora em junho. Foram três meses de muito trabalho, extrema dedicação, apoio de vários colaboradores... Essa primeira edição ainda está longe do ideal, mas é o princípio de uma publicação inovadora, que tem o objetivo de se diferenciar das demais pelo conteúdo jornalístico (moda descomplicada, produtos e tratamentos de beleza, matérias sobre comportamento e tendências, muitas colunas de entretenimento e mais, mais, mais...) e o visual ousado de seu projeto gráfico. Ainda não está em todas as bancas (a circulação é só em SP, por enquanto). Quem quiser comprar um exemplar ou fazer assinatura, é só entrar em contato.

Escrito por Jeff Benício às 18h21
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Segunda-feira , 04 de Maio


Novo lançamento da HAZ Editora: um guia de moda para mulheres M e G

Escrito por Jeff Benício às 14h02
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Animais como cobaias: barbárie

Não sou ecologicamente correto. Nem defensor de causa alguma, a não ser da democracia e das liberdades individuais. Mas vou usar esse espaço para protestar contra o uso de animais nos testes de laboratório. Assisti a um documentário sobre o tema na TV Cidade, uma emissora comunitária de São Paulo. Cenas chocantes, de fazer chorar. Usa-se cachorros, gatos, coelhos e camundongos em testes tão agressivos e dolorosos que pode-se classificá-los de tortura. Para testar cosméticos, remédios e outros produtos, os bichos são submetidos a maus-tratos terríveis. E nem sempre os resultados são positivos. Muitos produtos amplamente testados em animais provocaram reações diversas em pessoas. É impossível ficar indiferente às cenas sanguinárias que vi na TV. A partir de agora pretendo ter outra postura ao consumir. Não vou participar de protestos, mas farei de tudo para comprar apenas produtos de fabricantes que não usam animais em testes. Basta ler o rótulo. Não dá para ser um cúmplice omisso dessa barbárie.

Escrito por Jeff Benício às 13h50
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Uma visita indesejada

Mahmoud Ahmadinejad no Brasil! Alerta geral! O presidente do Irã será recebido com todas as honras por Lula. É o quinto país visitado pelo líder iraniano na América Latina. Ele já passou por Venezuela (é amicíssimo de Hugo Chaves), Bolívia, Equador e Nicarágua. Ahmadinejad prega o fim de Israel e dos judeus (da forma mais violenta possível), o assassinato de homossexuais e outras atrocidades, a aniquilação dos inimigos (ou seja, mais da metade do mundo). O Irã, assim como a Coréia do Norte, trabalha em ritmo acelerado no desenvolvimento de seu programa nuclear. O país dos aiatolás quer ter, o mais rápido, um míssel potente para atingir o coração das nações rivais. Esse senhor da guerra vem ao Brasil para estreitar laços com o governo lulista. O Ministério das Relações Exteriores argumenta que é necessário separar os interesses comerciais entre o Brasil e o Irã, das opiniões polêmicas e perigosas de Ahmadinejad. Impossível. Ahmadinejad está às vésperas de tentar a reeleição. O tour pelo Brasil faz parte da campanha de expansão da influência iraniana (leia-se: política extremista contra tudo e todos). O apoio de Lula, ainda que informal, é um desastre diplomático. Lula decidiu beijar Deus e o diabo. Flerta com Obama e os governantes europeus e, ao mesmo tempo, passeia com os líderes mais deploráveis do planeta. Um jogo duplo arriscado. Diante do inevitável, o importante é demonstrar ao sr. Ahmadinejad que a sociedade brasileira reprova seus pensamentos e intenções.

Escrito por Jeff Benício às 13h38
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Sábado , 18 de Abril


Photoshopada

Toda revista usa photoshop. Às vezes o efeito fica perfeito. Mas há casos desastrosos, nos quais o chamado "truque de computador", como se dizia antigamente, fica evidente e com aspecto amador. Foi o que aconteceu na edição 802 da CARAS, de 13 de março. Para colocar Susana Vieira e o "novo" namorado na mesma foto, a revista precisou forçar a barra na hora de manipular as imagens. O resultado foi... Bem, confira AQUI.

Escrito por Jeff Benício às 13h59
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Born a star

 

Impressionante o fenômeno de popularidade de Susan Boyle, a dona de casa que conquistou a fama no BRITAIN'S Got Talent, programa semelhante ao Ídolos. Acompanhei uma entrevista dela no Larry King Live, da CNN. Ela cantou o tema de Titanic, My heart will go on. Até despontar no teleshow, Susan vivia reclusa com seu gato. Tentava se recuperar da morte da mãe. Nunca namorou. Agora ela é uma celebridade mundial. Foi bonito vê-la dizer, toda orgulhosa: "Agora não serei mais uma pessoa solitária". Matéria no jornal The Sun diz que Susan Boyle tem 35 milhões de fãs no YouTube. Tomara que agora encontre uma paixão.

 

Escrito por Jeff Benício às 13h40
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Milagre pela internet?

AQUI uma história impressionante de como a tecnologia pode ajudar uma pessoa condenada a uma vida doentia a se libertar.

Escrito por Jeff Benício às 13h28
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Profissão Repórter

AQUI uma ótima oportunidade para quem se formou em Jornalismo nos anos 2007 ou 2008, e que queira fazer carreira na TV.

Escrito por Jeff Benício às 13h17
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Sexta-feira , 17 de Abril


Embarque imediato

Algumas pessoas escrevem de maneira tão envolvente que nos tornam quase reféns. É o caso de Danuza Leão. Acabo de reler Fazendo as Malas, sobre uma viagem recente dela a Lisboa, Sevilha, Paris e Roma. Danuza descreve tudo (e todos) com tanta graça que projeta um cineminha na cabeça do leitor. O livro não tem uma foto sequer. Nem precisaria mesmo. As melhores imagens foram transformadas em palavras. Dá vontade de começar a (re)ler novamente. Lisboa, Paris e Roma eu conheço. Sevilha não, e nunca pensei em conhecê-la. Talvez um dia, quem sabe.

Escrito por Jeff Benício às 07h43
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Quarta-feira , 15 de Abril


A atração pelo pior

 

Eu queria ter comentado antes sobre uma declaração da atriz Mara Manzan. Ao ser procurada insistentemente pela imprensa para dar detalhes da (então) nova internação, devido à metástase do câncer de pulmão, ela reclamou: "Uma revista ligou vinte vezes para saber se eu tinha morrido, mas nunca me convidou para ir à ilha". Essa frase exemplifica bem como funcionam as redações de revistas de celebridades. Para passeios, viagens e festas convida-se apenas a elite da TV, os "colunáveis" como se dizia antigamente. Os atores não-celebridades são descartados por não oferecer glamour e apelo popular suficientes. Porém quando um artista fica doente, ah!, aí o interesse surge rapidinho. Nem precisa ser muito famoso. Doença vende bem. Morte, então, vende muito, dá ibope. As pessoas (telespectadores e leitores) adoram consumir dramas e tragédias. É o prazer sádico — às vezes disfarçado de piedade — de testemunhar o outro se dando mal. Nem todos são assim, é claro. Há quem se comova de verdade. Poucos, bem poucos.

 

Escrito por Jeff Benício às 15h20
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Trecho do poema "Maquinal" do meu livro Fama Ordinária

 

Sobreviver com dedos colados ao freio de mão

 

Seguir linhas retas, sem desvios nem rotatórias

 

Manuais e cartilhas na cabeceira

 

Temer o descontrole essencial de si próprio

 

Forjar-se reto quando a carne treme desejosa

 

por ângulos sinuosos

 

alongados, atrevidos, envolventes

 

Escrito por Jeff Benício às 15h09
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Eu e eu e mais ninguém

 

Acho estranho, estranhíssimo, quem não consegue conviver bem consigo mesmo. Existem pessoas (e são muitas) incapazes de viver sem a companhia de alguém, seja um parente ou um amigo. Essa gente depende da presença alheia para se sentir bem. Não suporta morar sozinha, ir ao cinema sozinha, comer num restaurante sozinha, fazer uma viagem sozinha, passar sozinha uma data simbólica (aniversário, Natal, réveillon etc). Será o medo da solidão ou a incapacidade de lidar com si próprio?

 

Escrito por Jeff Benício às 15h06
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Uma vida à parte

 

Cada dia eu compreendo melhor quem se isola do mundo. Sabe essas pessoas que abandonam tudo para viver longe da "civilização"? Uma casinha no meio do mato, com o mínimo de contato com outras pessoas e situações sociais. Essa é a escolha de quem quer (e pode) renunciar à vida moderna numa metrópole em nome da tranquilidade. Não enfrentar mais fila em banco, engarrafamento, medo da violência, competição selvagem no trabalho... Criar um mundo próprio, paralelo, realmente feliz. Privilegiado (e invejado) quem precisa apenas de um computador e uma conexão à internet para ganhar a vida. Pode-se fazê-lo de qualquer lugar do mundo: no topo de um edifício em NYC ou num sítio no interior do Brasil, a bordo de um avião sobre o oceano ou num castelo medieval. Apesar de o mundo correr em direção à superpopulação, o homem está cada vez mais sozinho e individualista.

 

Escrito por Jeff Benício às 15h00
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Nostalgia

 

Como era a vida sem celular, sem internet, sem e-mail, sem orkut, sem blog, sem twitter, sem canais pagos?... Não faz tanto tempo assim. Tenho 32 anos e lembro bem que, na minha infância, era dificílimo conseguir uma linha telefônica residencial — e pagava-se muito caro; a linha tinha de constar na declaração de bens do imposto de renda (!). Recordo-me do aparelho de bip (uma inovação para encontrar alguém naquela época). E os "telefones de recados"? Era um sistema no qual alguém deixava uma mensagem e você ouvia depois. Em 1998 havia um único computador na redação da revista Contigo com acesso à internet (acesso beeeem lento). Fazíamos rodízio para usá-lo. Sou do tempo em que era obrigatório a um estudante ter diploma de datilografia. Meu primeiro curso de informática foi com um computador tão grande que parecia um caixa eletrônico. Gente, isso não faz nem vinte anos... Se eu me surpreendo com a rapidez das transformações/inovações, imagine as gerações (ainda) mais velhas...

Escrito por Jeff Benício às 12h42
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Cotas: a polêmica

 

As cotas raciais na universidade são um erro. A opinião é de especialistas. Ao privilegiar uns, o sistema prejudica outros (inclusive negros e descendentes que optaram por não concorrer a essa reserva de lugares). Cria-se um racismo involuntário. Afinal, quem perdeu a vaga para um beneficiado cotista — e muitos estudantes brancos atingiram notas altas mas ficaram de fora da aprovação devido à distribuição conforme as cotas — logo é rotulado de preconceituoso por protestar contra a chamada "ação afirmativa". O racismo no Brasil, até aqui cordial, pode se tornar mais evidente e perigoso. Matérias mostram que, em alguns campus, já há uma tensão racial. O mais adequado e racional seria investir na base do ensino público. Assim, todos os estudantes — TODOS — teriam chances parecidas de entrar na universidade sem a necessidade de reserva de vagas por critério étnico.

 

Escrito por Jeff Benício às 12h28
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