SALA DE TV por Jeff Benício


Segunda-feira , 31 de Agosto


ENSAIO, ENSAIO, ENSAIO...

 

Repetir, repetir, repetir... E depois repetir, repetir, repetir... Testar, testar, testar... E testar, testar, testar... Ensaiar um espetáculo, ainda que um monólogo (erroneamente visto como "mais simples") requer doses colossais de disciplina e paciência. Quando tudo parece se encaixar, você percebe que não é bem aquilo, pode melhorar. Aí surgem novas idéias e nuances. Há mil maneiras de se fazer, qual a escolha correta? Mais dramático, mais minimalista, mais poético, mais hermético? E o cenário? A luz? O figurino? A sonoplastia? A falta de dinheiro para tudo isso! Teatro é paixão mas, antes de tudo, é doação. Só o faz quem ama o ofício. Sorte de quem consegue viver exclusivamente da arte. Ah, transborda-me a inveja...

 

Eu e a atriz Érica Knapp estamos ensaiando seis vezes por semana — e parece pouco. A peça já tem corpo e agora vai definindo seu espírito.

Escrito por Jeff Benício às 12h11
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A MODELO COM BARRIGA

 

A reação foi imediata e mundial. Houve quem ficasse chocado com a foto da modelo Liz Miller, de 20 anos, na revista Glamour, em matéria sobre como você enxerga o próprio corpo. A loura foi corajosa ao se mostrar 100% natural, sem efeitos de photoshop. A barriguinha saliente "grita" na imagem. A reportagem ressalta a cegueira da maioria das pessoas, que enxergam o próprio corpo somente pelos olhos dos outros, ou seja, a partir dos padrões absurdos de beleza plástica impostos pela mídia de celebridades e também pela publicidade. Gordurinhas, celulite, estrias, flacidez, nada disso é sinônimo de beleza e "perfeição estética" — mas não pode ser rotulada de defeito grave, como acreditam as mulheres. Tudo bem em passar cremes, se submeter a tratamentos, malhar bastante e até recorrer às plásticas atenuadoras. Porém muitas ultrapassam o limite do bom senso, abraçam a neurose e se transformam em caricaturas femininas. Reparou na quantidade de rostos deformados por aí? Na ânsia de ficar linda, a mulher compulsiva por beleza vira um espectro assustador do que era. Ninguém precisa aceitar passivamente os efeitos do envelhecimento. Mas há de ter bom senso e boa dose de autopreservação, física e emocional.

Escrito por Jeff Benício às 10h53
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Sábado , 29 de Agosto


O TEATRO SALVA I

 

Tão satisfatório quanto escrever é ver o texto ganhar vida própria por meio de outras pessoas. Érica Knapp, minha atriz-cobaia do monólogo Marilyn (logo conto detalhes dos ensaios), decidiu apresentar em sua aula, na oficina de teatro do grupo Satyros, lá na Praça Roosevelt, uma esquete com o texto O Chamado, do meu livro Fama Ordinária. Reproduzo a íntegra:

 

O CHAMADO

 

__ Tenho tempo agora. Quer uma aula adicional?

__ Não, professor. Vim avisá-lo que farei Hamlet.

__ Ótima escolha. Será uma Ofélia vigorosa.

__ Não serei Ofélia.

__ Gertrudes? Não é jovem demais? Será uma caracterização desgastante.

__ Farei Hamlet.

__ Ok, aprovo. Mas qual personagem?

__ Hamlet.

__ Hamlet?

__ Sim.

__ O próprio? O príncipe?

__ Hamlet.

__ Ousadia para uma recém-formada. Um Hamlet de saias...

__ Hamlet, primeiro e único. O pai de todos os Hamlets.

__ Como? Vai usar peruca ou terá coragem de tosar os cabelos?

__ Estou pronta.

__ Hamlet loura de cabelos longos? Será desacreditada. Ninguém vai enxergar um homem.

__ Não serei homem. Serei Hamlet.

__ É um papel masculino, minha jovem Tespis. Sempre foi. Shalespeare o criou homem.

__ Ele é maior do que um gênero sexual.

__ O público vai reagir mal. Os críticos, ah...

__ Sinto decepcioná-lo, professor.

__ Talvez seja somente incômodo. Eu sempre quis fazer Hamlet. Nunca me senti preparado. Ainda não.

__ Agora venho eu, mulher, baixa, angelical, novata, ser Hamlet.

__ Não se brinca com ele.

__ Eu sei.

__ Quer o quê? Mídia, autoafirmação, imolar-se? O que busca em Hamlet?

__ A pergunta é outra: o que ele tanto quer de mim?

Escrito por Jeff Benício às 22h51
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SHOW DE IMAGENS

 

Belíssimas imagens nas vinhetas de chamada de Viver a Vida. Ok, todo começo de novela apresenta takes caprichados para despertar a curiosidade dos telespectadores. Mas a equipe do diretor Jayme Monjardim realmente não economizou inspiração e telecnologia para gravar panorâmicas em cidades de Israel, Jordânia, França e no baldeário de Búzios, no Rio. Os críticos atacam: "Novela do Manoel Carlos é sempre igual: as mesmas paisagens e situações da classe média do Leblon e a mesma trilha de MPB e instrumental". A observação é correta. Mas por que um autor (de novela, literatura ou qualquer outra manifestação artística) precisa forjar novidade a cada trabalho? Não se pode manter fiel ao estilo desenvolvido?

 

Eu gosto das tramas "manoelinas". Ele cria diálogos preciosos e constrói personagens femininas com delicadeza ímpar. Além do mais, o título — Viver a Vida — é tão óbvio que soa novidade. Afinal, desaprendemos a consumir/aproveitar o melhor da vida. As neuroses da atualidade fizeram com que a gente apenas finja vivê-la, ou a viva superficialmente.

Escrito por Jeff Benício às 21h59
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NA MEDIDA CERTA

 

Realmente muito boa a participação de Maitê Proença em Caminho das Índias. Uma interpretação contida, sem afetações, no ponto exato. Havia muitos anos a atriz não ganhava um papel interessante. Tropeçou em papéis pretensamente cômicos ou foi escalada para viver peruas vazias. Na pele da sensível e insegura Nanda, mostrou que está em ótima forma (ok, a beleza também ajuda). No Saia Justa (GNT), Maitê às vezes se envolve em discussões egocêntricas, mas ainda assim é prazeroso vê-la discorrer sobre os mais variados assuntos.

Escrito por Jeff Benício às 21h45
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JN: 40 ANOS

 

O Jornal Nacional não é um telejornal de incontestável excelência. Mesmo assim, há motivos para se comemorar as quatro décadas do noticiário. Falta aprofundamento (e a participação de comentaristas especializados, como nos tjs americanos) na repercussão das notícias do dia a dia. Mas quando o JN investe nas séries de reportagem o telespectador recebe um panorama precioso da imensidão sociocultural desse país gigantesco. Apesar de William Bonner e Fátima Bernardes serem os rostos mais conhecidos do telejornalismo brasileiro, sabemos pouco de suas opiniões, ao contrário do que acontece com os apresentadores-âncoras dos jornalísticos de outros países, mais participativos — a exceção por aqui é Boris Casoy, que já pagou um preço alto por se expor e contrariar interesses diversos, inclusive governamentais.

 

Ao testemunharmos, incrédulos, o cerceamento da imprensa na Venezuela do ditador Hugo Chaves e no Equador do aprendiz de ditador Rafael Correa, percebemos que a democracia verde-amarela é mais sólida do que a dos vizinhos. É óbvio que, atrás das câmeras, rolam pressões e acordos entre os "donos do poder" e a cúpula do governo. Porém a liberdade de imprensa ainda tem sido respeitada. E que o seja amanhã e sempre.

 

Aí está a capa do livro escrito por William Bonner, com revelações de como é feito o maior telejornal do país. O conteúdo deve ser interessantíssimo. Merecia uma capa melhor. A foto não é expressiva. Bonner parece desconfortável, terno "estufado" no peito e "desnivelado" em relação a Fátima. Nem tudo pode ser perfeito.

Escrito por Jeff Benício às 21h18
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Quinta-feira , 27 de Agosto


BBB ATÉ QUANDO?

O Channel 4 decretou o fim do Big Brother na TV inglesa, que exibe a décima edição (na foto acima a descoladíssima poltrona do confessionário). Por aqui já foram acionadas as turbinas do BBB 10, com estréia em janeiro. A Globo tem contrato para produzir mais umas 3 ou 4 edições. Será que o reality sobrevive até lá?

 

Já imaginou uma edição especial exclusivamente com ex-participantes? Os campeões das primeiras 9 edições (Kleber Bambam, Rodrigo Cowboy, Dhomini, Cida Babá, Jean Wyllys, Mara, Diego Alemão, Rafinha e Max) teriam chance de vencer novamente? Ou seria a vez dos reis da popularidade, como Grazi Massafera (ela jamais aceitaria voltar ao BBB, né?), Sabrina Sato (creio que a Japa não participaria nem por 1 milhão, não acha?), Íris Stefanelli (é improvável que ressurgisse no confinamento, concorda?) ou Gyselle Cajuína (ah, eu acho que ela topava voltar para a casa do BBB)?

Escrito por Jeff Benício às 22h20
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BRIGA BOBA

 

Briguinha boboca essa da Xuxa com os twiteiros, não? Depois a loura reclama de ser rotulada de infantilóide. Eu entendo que uma mãe se enfureça contra críticas ao filho (ainda que seja uma crítica inofensiva, relacionada a um erro gramatical). Mas duas atitudes dela revelam, pela enésima vez, o quanto vive num mundo paralelo e absurdamente fantasioso: "explicar" o erro (para quem não acompanhou a polêmica, Sasha escreveu no Twitter "sena" ao invés de "cena" e foi caçoada em várias mensagens) dizendo que a menina havia sido alfabetizada em inglês (o cúmulo da arrogância vazia, já que a garota é filha de brasileiros, nasceu no Brasil, mora no Brasil e tem como primeira língua o bom e velho português tupiniquim) e depois tascar aquele "Fui, vocês não merecem falar comigo nem com o meu anjo", um comportamento tão descabido quanto insolente. Se Xuxa não quer ser criticada e ironizada, é melhor se manter encastelada, protegida do território virtual, onde cada um faz a própria lei e todos são alvo fácil. Sugiro reforço de aulas de português para Sasha e um intensivão de como levar a vida na esportiva para Xuxa. Irritar-se por tão pouco faz mal à saúde.

Escrito por Jeff Benício às 22h03
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Sábado , 22 de Agosto


ENSAIO

 

Eu e a atriz (e ex-jornalista da Folha de S. Paulo) Érica Knapp durante ensaio da peça MARILYN. Estamos na fase de captação de recursos para realizar pré-estréia em setembro e entrar em cartaz em outubro. Todo apoio é bem-vindo!

Foto: Bruno Leite.

Escrito por Jeff Benício às 11h40
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O PREÇO (INJUSTO) DE FALAR A VERDADE

Você já falou mal de alguém? Claro que já! Provavelmente fala todo santo dia. É incontrolável! E criticar os serviços de alguma empresa? De um hotel, por exemplo? Já fez, né? Pois isso “rendeu” um processo e muito $$$ ao diretor de teatro Gerald Thomas. O relato do que aconteceu é impressionante e ressalta as armadilhas da indústria dos processos por danos materiais e morais. Hoje em dia se processa por qualquer coisa... É um direito e, ao mesmo tempo, um incentivo a quem quer ganhar dinheiro fácil. Confira no blog da “vítima”: http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/

Escrito por Jeff Benício às 11h10
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LULA FINALMENTE ACERTA UMA!

Nota da coluna de Lauro Jardim na VEJA que circula neste fim de semana:

 

LULA DÁ O TOQUE
Lula lança em setembro no ABC paulista uma campanha do Ministério da Saúde para que o brasileiro quebre o preconceito e faça o exame proctológico periodicamente. Será sua estreia como garoto-propaganda do exame, mas não será a primeira vez que Lula toca no assunto. No ano passado, numa visita a um hospital, chegou a dizer com sua proverbial sem-cerimônia: "O homem tem a maldita mania de achar que ninguém pode botar a mão nele. É todo machão, mas quando ele tem 50 anos e pega um câncer de próstata... Gente, nada substitui o toque".

Escrito por Jeff Benício às 11h01
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Quarta-feira , 19 de Agosto


Tapa-olho

 

Os cegos também sentem inveja

Vêem além do óbvio

Cobiçam detalhes invisíveis a quem enxerga

Lamento não ter nascido cego

Poderia ver tudo a meu modo

Sem a feiúra imposta pela consciência

Sorte de quem enxerga pouco

E daqueles que nunca precisaram abrir os olhos

 

(Do meu livro Fama Ordinária)

 

Escrito por Jeff Benício às 17h15
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Tour pelo Bom Retiro

 

 

Estive hoje no Bom Retiro. Não fui às compras, tinha reuniões de trabalho lá. É impressionante a qualidade visual das vitrines e a quantidade de gente (e dinheiro) circulante por ali. Há moda para todos os gostos e bolsos. Não é à toa que muitas grifes badaladas (e caríssimas) do circuito Jardins-Itaim-Moema-Vila Nova Conceição recorrem às confecções daquela região — ou simplesmente compram roupas nas lojas, trocam a etiqueta e cobram dez vezes mais. O Bom Retiro não tem o glamour de passarelas de moda como a rua Oscar Freire e os shoppings. Mas deve ser o bairro com a maior concentração de milionários (a maioria, coreanos) por metro quadrado.

Escrito por Jeff Benício às 17h11
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Edição nova, manchete velha

 

 

Como diria o linguarudo Brüno: Hellooow! A foto da capa é bonita, o casal tem apelo de venda, mas a manchete é tão "notícia do ano passado". Custava destacar uma informação nova? Tipo "Queremos mais um filho", "Planejamos adorar um bebê"... No meu tempo de repórter de revista semanal (Contigo!), o diretor de redação exigia capas quentes, furos, grandes reportagens. Hoje as publicações especializadas em celebridades estão muito mornas, manchetes cor-de-rosa, sem polêmica, sem trabalho árduo de apuração jornalística. Tudo muito previsível. Não digo que seja necessário extrapolar, como os tablóides britânicos, mas oferecer ao leitor matérias melhor construídas, se aprofundar nos assuntos.

Escrito por Jeff Benício às 17h04
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Terça-feira , 18 de Agosto


Atenção gordinhas que querem ser modelo!

Em setembro acontecerá em SP um evento inédito: um desfile exclusivo para mulheres que vestem tamanhos grandes. O segmento de moda Plus Size cresce a cada ano e ganha cada vez mais espaço na mídia, nas vitrines e nos projetos das grandes confecções. Afinal, a maioria das brasileiras não veste 38 nem 40. E mulher grande tem o direito de usar roupas bonitas, com bom design, acabamento perfeito e preço justo. Hoje, grande parte das roupas G e GG ainda apresenta modelagem nada elegante e tampouco sexy, a preços altíssimos. Para ocupar a passarela desse desfile, estão sendo cadastradas mulheres acima de 18 anos que queiram atuar como modelo. Basta enviar uma foto e os dados pessoais para o e-mail hazeditora@uol.com.br 

 

A foto acima é da brasileira Fluvia Lacerda, a top Plus Size mais famosa e rica dos Estados Unidos. Saiu do Brasil sem dinheiro, como tantos imigrantes em busca de fazer a vida na América. Trabalhou como babá e faxineira até ser descoberta pela dona de uma agência de modelos dentro de um ônibus, em Nova York. Resumo do conto de fadas: ela é modelo de várias grifes, faz inúmeros eventos e vai lançar uma linha de cosméticos para mulheres grandes. Detalhe: Fluvia usa tamanho 48.

Escrito por Jeff Benício às 20h23
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Danni Carlos: vitória com ou sem 1 milhão

Vi a Sônia Abrão comentar, explicitamente contrariada, a presença de Danni Carlos na final de A Fazenda. Na opinião da apresentadora, as três vagas deveriam ser ocupadas por homens (Carlinhos e Dado, que estão lá no confinamento, e Pedro Leonardo, último eliminado). É realmente estranho ver a cantora de cabelos descoloridos tão perto do prêmio de 1 milhão. Não estou aqui fazendo referência a mérito. Destaco o fato de ela ser, até o início do reality rural, uma das participantes menos populares — e também com menos apelo de curvas e volumes (entendem o ponto, não é?). Danni era o que se chama de "patinho feio" do time feminino. E tinha plena consciência de sua falta de "predicados" junto ao público masculino, que é a maioria dos votantes. A cantora enfrentou paredões, ops, roças concorridíssimas. Balançou, balançou, quicou e voltou para a disputa. Diante de Carlinhos e Dado, a loura tem poucas chances de ganhar (será?), mas sai do programa vitoriosa. Tomara que esse impulso de mídia alavanca a carreira dela. Não conheço sua obra musical. Mas gosto de seu estilo "gostem de mim do jeito que eu sou ou então fX#&*-se".

Escrito por Jeff Benício às 20h12
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Quarta-feira , 12 de Agosto


A miss e o inglês

Eu vi o vídeo de apresentação da Miss Brasil Larissa Costa. O inglês dela realmente é constrangedor. Li que as falhas de pronúncia e expressão (uma das respostas tem sentido incompreensível) não serão consideradas pelos jurados. Mesmo assim, Larissa e o organizador do Miss Brasil deveriam ter se preservado. Se existia tradutor à disposição, por que insistir em falar inglês (ainda que poucas frases curtas) sem dominar minimamente o idioma? Foi uma queimação de filme gratuita. Numa olhada geral pelo site, constata-se que a brasileira tem rivais fortíssimas. Larissa lidera a votação popular pela internet. Tomara que, no palco, ao vivo, sua performance seja tão esplendorosa que ofusque esse deslize idiomático.

Escrito por Jeff Benício às 10h38
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Revelação assustadora

Reproduzo a nota publicada na edição desta quarta-feira, 12 de agosto, na coluna de Mônica Bérgamo na Folha de S. Paulo:

 

 

SENTENÇA DE MORTE
Entrevistada para uma edição especial sobre morte da revista "Trip", que chega às bancas amanhã, a novelista Gloria Perez diz que guarda as cartas em que uma facção criminosa se oferecia para matar Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, assassinos de sua filha, Daniella. "Bastava que eu dissesse determinada palavra durante qualquer uma das entrevistas que dava na TV para que eles fossem mortos em menos de meia hora", conta a autora, que passou a se policiar para não falar publicamente a tal senha.

 

 

Precisei ler duas vezes para acreditar. Imagine como ficou a cabeça de Gloria Perez com a "oferta" da morte dos assassinos de sua filha. E, após o contato dos criminosos, a angústia passada por ela ao se ver obrigada a medir as palavras para preservar a vida justamente de quem provocou uma das maiores perdas de sua vida.

Escrito por Jeff Benício às 10h26
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Segunda-feira , 10 de Agosto


Pobres príncipes do pop

Michael Jackson quis ser o melhor pai do mundo — acabou se tornando o grande algoz dos filhos. Os fatores:

 

1.Mentiu ser o pai biológico das crianças. Nunca houve dúvida de que ele não era o "pai de sangue". Agora o imbróglio: quem é o pai? Ou serão os pais? Cada criança será filha de um "doador" diferente?

 

2.Negou às crianças o direito de ter uma mãe. Ele se achava autosuficiente para criar os filhos. Em relação aos dois mais velhos, que são filhos da ex-enfermeira Debbie Rowe, ficou um hiato emocional pela ausência da mãe. Ok, parece que ela nunca se importou com as crianças e as teve apenas por dinheiro. Mas a situação é complicada por que Prince e Paris sabem que têm uma mãe, ainda que tão ausente e negligente. Já o caçula, Prince II, seria fruto de uma barriga de aluguel nunca identificada. Tem situação mais maluca para confundir a cabeça de uma criança?

 

3.Isolou as crianças do mundo real. Elas sempre viveram uma fantasia, dentro de uma frágil bolha de felicidade. Jamais foram à escola! Não tinham convivência freqüente com outras crianças! Imagina o choque delas ao "descobrir" a complexidade da vida e do mundo além dos limites impostos pelo papai Michael Jackson.

 

 

4.Deixar, em testamento, a guarda das crianças para a avó, Katherine, foi uma decisão sábia? Na minha opinião, não e não! Talvez tenha sido a menos pior. Ninguém naquela família demonstra ter condições mínimas de educar uma criança.

Escrito por Jeff Benício às 19h00
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Fagundes cansou de ser "ladrão"

Antônio Fagundes escancarou a ferida! O ator se disse cansado de ser chamado de ladrão. Isso mesmo: ladrão. O fato? Ser famoso e conseguir patrocínio para seus espetáculos com incentivo fiscal concedido pela Lei Rouanet. Há quem acredite que os astros da TV não deveriam recorrer às leis de incentivo, já que conseguiriam bancar suas peças e se manter em cartaz sem a necessidade de patrocinadores. Na opinião desses críticos, os artistas superfamosos da TV, como Fagundes, "roubam" o dinheiro que poderia ser destinado a artistas anônimos ou sem a mesma visibilidade. É óbvio que essa tese é bem torta e preconceituosa. Mas Fagundes decidiu evitar as línguas ferinas e vai estrear no dia 20, no Teatro Faap, em Sampa, o monólogo Restos, sem usar os benefícios das leis de incentivo à cultura. O ator quer ter o direito de cobrar o que quiser pelo ingresso. E vai cobrar mesmo: 100 reais — será o espetáculo mais caro da cidade. O valor, que certamente assustará (e vai afugentar) muitos espectadores, se justifica pelos custos de se produzir uma peça: percentual do teatro, salários da equipe, diárias de colaboradores, despesas com divulgação, impostos etc.

Escrito por Jeff Benício às 18h47
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Extremismo

 

O escritório americano de design e arquitetura Diller Scofidio ganhou a concorrência para construir a nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio. Será um novo cartão-postal diante da praia de Copacabana. A mesma equipe criou uma inusitada cabine para fumantes. Trata-se de uma espécie de casulo transparente, onde os fumantes (os perseguidos da vez em SP devido à lei antifumo) podem dar suas tragadas e baforadas sem prejudicar ninguém. Essas cabines seriam espalhadas pelas cidades. Exaustores sugam a fumaça e, durante o ritual do tabaco, o fumante ainda pode acessar a internet por meio de um computador instalado na geringonça. Estranho, estranhíssimo.

 

Eu não fumo. Mas sempre convivi, na família e no trabalho, com pessoas que fumam. Não tenho ódio ao cigarro, apesar do risco de quem "fuma" por tabela, só por aspirar a fumaça venenosa. Considero a lei válida. Só espero que os governantes tomem medidas semelhantes em relação a outras questões graves. Exemplo básico: por que todo mundo sabe onde fica e como funciona a Cracolândia e ninguém faz nada? Algumas centenas de dependendentes e traficantes são mais fortes do que todo o aparato governamental? Temos de nos conformar com a perda de uma região importante da cidade para o comércio e o consumo de drogas? O Estado vai se manter ajoelhado diante da catástrofe social que acontece ali, no coração de São Paulo, sob o olhar incrédulo do cidadão de bem?

Escrito por Jeff Benício às 18h17
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Sexta-feira , 07 de Agosto


 

Conheci uma pessoa muito bacana chamada Tália Jaoui. Ela faz coaching, ou seja, dá uma chacoalhada em quem precisa de foco na carreira e nas ações pessoais em geral. Tália será colunista da revista MyCloset. Ela nasceu em Israel, mas tem alma e humor brasileiríssimos. É do tipo que chega, fica íntima de todos, levanta o astral do ambiente e, em cinco minutos, parece ser sua amiga há décadas.

Escrito por Jeff Benício às 16h03
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Eu e a consultora de moda Malena Russo fomos entrevistados e fotografados para uma matéria a ser publicada no suplemento feminino do Estadão, no início de setembro. O foco é o livro que lançamos, Moda Para Mulheres Reais. Na verdade trata-se de um guia de estilo, com muitas fotos e dicas para mulheres que vestem tamanhos grandes — o chamado segmento Plus Size.

Escrito por Jeff Benício às 13h53
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Já começo a sentir falta do inverno. Espero ainda sentir bastante frio até que aquele calorão insuportável chegue por aqui.

Escrito por Jeff Benício às 13h48
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Dizem que o mundo vai acabar em 2012. Pra que esperar tanto? Por que alguém não detona esse planetinha agora mesmo? Me digam onde fica o botão, eu mesmo aperto.

Escrito por Jeff Benício às 13h46
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Tomara que Fernanda Young aceite a proposta da Playboy. A revista precisa urgentemente de uma mulher interessante na capa. A nudez de frutas e ex-bbbs já cansou.

Escrito por Jeff Benício às 13h42
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Quinta-feira , 06 de Agosto


O POLÊMICO VALE-CULTURA

A princípio seria uma fantástica iniciativa de inclusão social-cultural. O governo Lula, via Ministério da Cultura, enviou ao Congresso, com pedido de tramitação em regime de urgência urgentíssima, o projeto do Vale-Cultura. Trata-se de um cartão magnético com crédito mensal de 50 reais, concedido pelas empresas (que poderão ter benefícios de renúncia fiscal) aos seus funcionários. Cada um poderá gastar como quiser. Ou quase. O beneficiado será autorizado a gastar os 50 na compra de livros, CDs, DVDs, ingressos para teatro, cinema, museu e outros eventos culturais. Os críticos do projeto gritam:

1.É uma ação eleitoreira (as eleições de 2010 estão aí)

2.Muita gente (muita gente mesmo!) vai trocar o crédito de 50 reais para gastar o benefício em outra coisa.

3.Como 50 reais é pouco (há peça de teatro que cobra mais do que isso pelo ingresso), teme-se que a massa de beneficiados opte por gastar o Vale-Cultura em "produtos culturais" de baixa qualidade (e menos preço), a fim de não torrar o dinheiro num único programa cultural.

 

A discussão é boa.

Escrito por Jeff Benício às 15h35
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Segunda-feira , 03 de Agosto


 

Revi "Casablanca". Amor, abandono, guerra, perigo... Belo filme. Não perfeito, mas vale pela despretensão. É um clássico que nasceu sem querer sê-lo.  

 

Vi também "Gata em Teto de Zinco Quente". O filme é ótimo, mas despedaçou a obra de Tennessee Williams (ok, foi rodado em 1958, época na qual tudo deveria ser minimizado, pasteurizado, apenas insinuado). Como foram belos Paul Newman e Elizabeth Taylor! Como o cinema americano se enfeiou desde então.

Escrito por Jeff Benício às 19h21
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Começaram as inscrições para o BBB10. É, vai começar tudo de novo... E de novo.... De novo... Nada novo. Mas o povo marca presença, dá audiência, polemiza, consome. O Brasil é um grande BBB.

Escrito por Jeff Benício às 19h16
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Por onde andarás Gyselle Cajuína? Ela dava uma graça especial ao universo artístico.

Escrito por Jeff Benício às 19h14
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__ O que vocês querem aqui, abutres famintos?

Escrito por Jeff Benício às 19h10
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