
11 de setembro de 2001. Sim, o dia fatídico. A data do maior atentado terrorista da história. A terça-feira que mudou o mundo. Eu, como jornalista e curioso nato, nunca esqueço datas importantes. Lembro como se fosse hoje: eu estava num escritório, na rua Nova Cidade, Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, quando li na página do UOL: Bimotor bate no World Trade Center. Àquela altura, pouco antes das 10 da manhã no horário de Brasília, as informações eram imprecisas.
Logo a cortina de dúvidas foi arrancada para espanto de nossos olhos. A verdade terrível apareceu. Era sonho? Pesadelo? Miragem? Parecia filme de ficção! A incredulidade fez-se geral. Minha vontade era correr pra casa e fazer plantão diante da tevê, para acompanhar cada segundo da cobertura da GloboNews, CNN, BBC... Porém eu tinha matérias a concluir. À noite, ao invés de ver o Jornal Nacional, tive de assistir ao filme A.I. Inteligência Artificial, de Spielberg, no extinto Cine Astor, onde hoje é a moderna Livraria Cultura. Na manhã seguinte fechei um texto sobre a produção.
Nos dias seguintes, fiquei obcecado pelo 11 de Setembro. Foram meses de leituras, pesquisas, análises. Ainda hoje vasculho sites à procura de algum detalhe novo. Li vários livros sobre o assunto. Recomendo três: O Vulto das Torres, de Lawrence Wright; 102 Minutos de Jim Dwyer e Kevin Flynn; e Plano de Ataque, de Ivan Sant´Anna.
Já que citei A.I. (foto abaixo), quero dizer que gosto do filme. Principalmente da primeira parte. A cena da mãe abandonando o filho-robô na floresta é um dos momentos mais tristes e cruéis da história do cinema. Outra seqüência marcante: quando o menino-robô se joga do alto de um prédio e afunda na Nova York alagada. Penso que, talvez, o filme devesse terminar ali. Há algo mais desesperançoso do que um robô, uma máquina pré-programada cometer suicídio por se sentir desiludida com o nosso mundo?

E você, onde estava e o que fazia quando soube do 11 de Setembro de 2001?
PS: Caso alguém queira saber o porquê do interesse antecipado pela data, esclareço já ter começado a reformar o texto de um OFF (matéria de tevê) sobre os artistas brasileiros que viveram a tragédia de perto. Exibimos esse OFF no BOM DIA em 2006. Histórias de lágrimas e medo relatadas por famosos como Sônia Braga, Gisele Bündchen, Luiza Brunet, Luma de Oliveira, Marcos Mion, Babi Xavier, Leandra Leal e muitos outros. Tem outro detalhe: os atentados vão completar 7 anos. Sete! Número cabalístico. Impossível deixar passar em branco.